terça-feira, 14 de dezembro de 2010

TRAIÇÃO

Beijo de serpente.
Hipnotiza,seduz.
Só_mente.

TE QUERO ( TALENTAL)

Vem que assim te espero.

Com inevitáveis carinhos e aconchegos.
Em uma inesgotável fonte de desejos.

Prazer alimentado vorazmente.
Sem pedir licença para amar.
Nossos sexos impunemente.

Somados às carícias voluntárias.
Em cada delírio que desabrocha.
Deliciando mais o prazer.
Ardente - Feito fogo em tocha.

Torrente de entrega que nada impede.
A insaciável sedução que se apodera.
Quanto mais se dá,mais se pede.
Em corpos onde a volúpia impera.
A cada suspiro que se sucede.

domingo, 12 de dezembro de 2010

FEITO CRISTAL

Frágil de ti
Cristal feito de ti
Puro.- Talvez
Porém.frágil demais.

Trinca,sequer
A um contacto mais brusco,
a um ciúme qualquer

Coração frágil demais
Não sustenta a dor do amor
Estilhaça,
E espalha tanto cristal.
Nunca colam,
jamais.
Causando ao amor o final.




LAMENTO


Mais uma paixão a brotar no meu peito.
Trazendo consigo uma esperança qualquer.
Reveste-se de um amor ilusório.
Chega,se instala,como quem nada quer.

Tece sua teia em minha emoção.
Tinge de rosa o mundo afora.
Sonega-me lamentos e tristezas.
Não demora muito,e depois vai embora.

Perambulo sozinha,de paixão em paixão.
Iludindo-me em estar sendo amada.
Procuro,rebusco,busco,...Tudo em vão!

O amor é feito ave, - Foge em bando.
E quando penso que encontrei,...Qual nada!
Por isso sigo amando,amando,amando,...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DESEJO DE NATAL


Foto pessoal


Um pedacinho de Esperança.
De olhar expressivo e cativante.
Sorriso alegre de menino.
Com peripécias irrelevantes.

Sonho que mal começou.
Pequeno demais para entender.
Os infortúnios que o destino nos lança.
Realça em cada padecer.

De menino inteligente,esperto,...
Agora acidentado em um leito de hospital.
Luta contra o tempo.
A favor da vida.
Agora,sem movimento.

Fora atropelado por um veículo.
Desvairado e de menor.
Atirado longe.
Depois socorrido.
Pelos pais atônitos e sem saber.
A gravidade do perigo!

O sangue que escorreu no asfalto.
Marcas que se eternizarão na família.
No sufoco do momento.
Transformado,até agora,em grande agonia.

Impuni está a motorista.
Enquanto o pedacinho de Esperança.
Corre risco de vida.
Sendo apenas uma criança.

Felicidade já seria de bom tamanho.
Diante de sua total recuperação.
Sem sequelas ou perigo letal.
Aconteceu d'ele fazer um pedido.
Pediu a Papai Noel.
"Poder estar em casa no dia de Natal".


Guilherme é meu sobrinho,de apenas 6 anos.Foi atropelado,semana passada,por uma moto pilotada por uma menina de 16 .Já nem se pensa mais em justiça do homem.Apenas vibramos pela sua recuperação.Postei esse poema sem mente,só coração.Com a finalidade de pedir aos meus amigos,para que rezem,orem,energizem suas vibrações positivas,...Para sua recuperação.Pois qualquer desejo de bem estar para ele,alicerça mais essa corrente.De antemão,agradeço

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O ECO DO MEU SILÊNCIO

Imagem obtida da internet.



Escrevo por que,
minha voz não quer falar.
Vou versajando,
Entre uma linha e outra.
Tentando me conciliar.

Exploro meus sentimentos.
No desafio de interpretar -A cada um -
Expondo coerentemente.
Apenas para me libertar.

Embarco nessa viagem.
Sem ao menos,saber aonde ir.
Conheço apenas,
meu ponto de partida.
Pois sai de dentro de mim.

Penetro por caminhos tortuosos.
De encontro,
ao amor à desilusão.
Deslumbro paraíso imaginário.
Na vida que cria a natureza.
Alcanço as emoções.
Quando toco nesse cenário!

Enfrento rios e mares.
desbravo florestas,
danço no sol e na chuva,...
Em tudo que eu possa imaginar.
Até onde a escrita me leva.
Por vezes,até.
Sem querer mais regressar.

Sigo por uma folha de papel em branco.
Vou traçando meu poetar.
Sem dever nada; -
À rima,ordem,estilo,...
Apenas escrevo.
Porque minha voz não quer falar.

Crio meu conto de fada.
Esqueço- me em vida.
E deixo-me à deriva.
Na imensidão dessa fantasia.
Onde já fui bruxa,tempo,
prostituta,...
Até amei em heresia.

O que minha voz poderá dizer,
perante tanta palavra já dita?
Portanto,calo-me.
E rendo-me.
Diante de minha escrita!



domingo, 28 de novembro de 2010

GUERRA URBANA

Olhares perdidos,nervosos.
Buscando uma segura saída.
Na guerra.
Entre bandidos e mocinhos.
Que subtrai a resistência de inocentes.
Em uma intolerável tensão de nervos.

Carros tanques,invadindo o asfalto.
Balas perdidas,na busca de um endereço certo.
É a violência escancarada!
Inibindo a todos.
Com o seu poder de fúria.

Desmatando ervas daninha.
Concentradas no mais alto relevo panorâmico,
de uma cidade.
Considerada o cartão postal do nosso País.

Contudo;
foi-se propagando,a desordem social.

Infringindo leis e desafiando,
a existência de qualquer autoridade.
Surgindo um mundo,onde o que prevalece;
É a Lei da Sobrevivência.

E por muitas estações manteve-se assim.
Provocando a periculosidade constante.
Diante de total insegurança.
"Também",a tantos inocentes.

Antigos poderes.
Tentam agora resgatar.
Uma autoridade desconstituída.
Através de guerra urbana.
Sem um aviso prévio.
Para um povo,a mercê de tanta violência.

Mas por que chegou a esse ponto?
Por que não foi evitado antes?
Podia-se ter cortado o mal pela raiz!

Será essa a solução?
Ou apenas,tentam desempenhar um papel,
forjado,para que logo em seguida.
Todo desvario volte a ser como antes?

Quem sabe até.
Pretendam mostrar,que não é só em filme que a violência impera.

São perguntas e respostas,que se calam por esses instantes.
Diante de Asas Brancas a tremularem.
Aclamando pela PAZ.
Por tantos indefesos.

E é em nome dessa PAZ.
A necessidade de toda essa devastidão.
Colidindo com um poder paralelo.
A estuprar uma população.

Está plantada a semente.
De uma injustiça,Justa.
Por não haver outra defesa.
Combate-se a violência,
com a violência!

Na esperança de que quando tudo isso se dissolva.
Uma nova Terra surja,de suas próprias cinzas.
Devolvendo-nos a beleza de sua grandeza natural.
Com orgulho e segurança de se viver num Rio de Janeiro.
Como a muito tempo atrás,já se viveu.





sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ENTRE UM E OUTRO ...

Entre a luz e a escuridão.
temos o crepúsculo.

Entre o choro e o riso de uma criança,
vê-se o semblante de um anjo.

Entre a juventude e a velhice,
o tempo se propaga.

Entre o céu e o inferno,
nos resta a vida.


Entre o amor e ódio,
fica somente a solidão.

Entre o desabrochar de uma rosa e seu perfume,
intermediá,sempre, seus espinhos.

Entre as horas e os minutos,
correm os segundos.

Entre a fruta e o caroço,
delicia-se seu sabor.

Entre um homem e uma mulher,
sempre haverá uma paixão.

Entre o sim e o não,
conta-se com a opção.

Entre o antes e o depois,
Pode-se mudar o agora.

Entre o erro e o acerto,
se tem a reflexão.

Entre a vida e a morte,
temos o livre arbítrio.

Entre a palavra calada e o grito de alerta,
Teme-se o eco.


Entre uma porta fechada e uma janela entreaberta,
revigora-se a esperança.

Entre as injustiças e descrença,
Há a pretensão da Paz.

Entre o sonho e a realidade,
se tem um momento de verdade.

Entre tantos e entre tudo,
sempre existe uma saída


Mas entre o fim e o recomeço.
Somente,cada um, poderá intermediar.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PORQUE SOU PUTA ... (série mulher II)

Carrego comigo o preconceito.
Por apenas de meu corpo desfrutar.
Prazeres inconcebíveis por aqueles.
Que tentam a primeira pedra me atirar.

Dizem que sou mulher de vida fácil.
Mas de fácil,minha vida nada tem.
Apenas porque escolho o homem com quem durmo.
Ou por que troco sexo por alguns vinténs?

Sou mulher caliente,bonita e atrevida.
Em meus brilhos e brios me distraio.
Sou àquela que por tantos sou proibida.

Mas aos olhos de um homem que me desnuda.
Sou a rapariga que em sua cama me sobressaio.
Quando entediados,buscam o prazer de uma puta.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

POESIA // ÉS TU POESIA (MÔNICA PAMPLONA E SÍLVIA MOTA)

POESIA // ÉS TU POESIA
Entrelaçamento poético entre
Sílvia Mota e Mônica Pamplona
Poetas e Escritoras do Amor e da Paz






Revela o céu candente um rasgo de ilusão.
E nasce uma estrela em profusão.
Fulgor em alegria, som luz pela campina,
A iluminar um céu que cintila.
parece em mim buscar repouso e excitação,
E clareia toda a escuridão.
pois dança, rodopia, sossega e me alucina!
Essa estrela que em vida brilha.

Um frasco de perfume aberto à escuridão.
Fragrância a revelar paixão.
Frescor na bela aurora, altiva e sibilina,
Arrepios transpõem nas entrelinhas.
espalha um véu sensual à luz da imensidão,
Entre versos, sonetos, poemas, canção,...
desejo, solidão, rugidos de felina!
Transbordando em todas as rimas.

Fetiche de beleza, um sonho cor de amora.
Inebriante ritmo a consolidar.
Olhar furtivo e ameno invade os horizontes,
Proferido em metáforas exorcizadas,
não sabe o que ambiciona e quer sorrir e chora!
Aclamando o Amor e a Paz!

Escrava alforriada elevo as mãos, esguia.
Convertida em manto a sensualizar.
Abraço-me à pureza ao desnudar-me aos montes
Ternas e doces rimas brotadas
e grito ao coração: Poesia, sou em ti, Poesia!
Traduzida em Poesia para o PEAPAZ.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

DIXEMOS PARA DEPOIS ...



Deixar-te!

Como poderia?

Se na cálida noite me surges.

A desbravar meu corpo em chamas.

Em teus braços, onde me aprumas.


Intenso domínio nos consome.

A dispormos da relva como leito.

Umedece-nos o orvalho noturno.

Doado para amantes à revelia.

De um amor furtado por dois gatunos.


Tenho fome de tuas carícias.

Sinto sede de te beijar.

Teu desejo faz-me um convite.

Banquete, onde bebo e como.

Luxúria a saciar meu apetite.


Como deixar-te agora?

Se nessa aventura às escondidas.

O que somos?

Anjos ou demônios?

Mentira ou verdade?

Onde a volúpia em loucura.

Já levou toda nossa sanidade!


Deixemos para depois, amor.

O cruel raciocínio.

Enquanto o sol desvirgina a lua.

E o nosso adormecer surgir suave.

Lentamente beijarei teus sonhos.

Sobre tua boca, - qual penas d’aves.

sábado, 16 de outubro de 2010

MEU MOMENTO


É na bagunça do meu quarto.
Onde,realmente,posso ser EU.
Desnudo-me de meus princípios,
Convenções,resistências,...
E assim,
Nua de todas essas vestes.
Encontro-me diante de mim.

Nesse momento,
Não preciso mais fugir;
De minhas fraquezas,
Inseguranças,desilusões,...
E tudo se torna tão transparente.
Diante das brumas de minhas lágrimas.

Inevitáveis emoções
Transbordam meu peito.
Inúmeros pensamentos,
Correm em minha mente.
Feito luz de neon.

Relaxo.
Entrego-me a esse desleixo.
Que recarrega meu âmago.
Suprindo minha necessidade de extravaso.
De um auto-reconhecimento.
Dentro de minha auto-análise.

São somente alguns instantes.
Suficientes para recobrar-me ao cotidiano.
Visto novamente minhas vestes.
Agora alusivas,mais leves!
Nem meu quarto mais,
Parece estar tão bagunçado.

Maquio meu melhor sorriso.
Saio e bato a porta.
Deixando o meu transe livre.
Em algum lugar do meu quarto.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Cirio de Nazaré 2010

A Berlinda passando,
entre a multidão.
Rezando,rezando,...

SIMBOLO DE PAZ,AMOR E FÉ




"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,qualquer um pode (re)começar agora e fazer um novo fim".
Sábias palavras.
Vindas da pureza d'alma.
Pequena centelha de luz.
Iluminando e aquecendo campos de lírios.
A exalar seu perfume,
Em pobres corações tão necessitados.

Espirito abençoado.
Que veio ao mundo,
Talvez por descuido.
Para relembrar a todos,
A Santa Palavra de nosso Pai Eterno.
"Cristo não pediu muita coisa,não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrificios.ELE só pediu que nos amássemos uns aos outros".

"Ínfima formiga trabalhadora".
Assim se comparava.
Diante de tantas aprovações.
Em seu percalço.
Jamais desistiu de seu semelhante.
Orientando-o e ajudando-o.
Sempre no caminho da generosidade.

Relatos,manuscritos.
De sua espiritualidade.
Psicografias.
Que acalentaram corações.
O amor materializado.
Em um ser nobre.
De essência pura,
E coração humilde.
Feito a beleza da noite e do dia.
Simples e natural.

Oh,Senhor nosso Pai.
Na tua infinita sabedoria.
Enviaste-nos apenas um exemplar.
De teu exército de anjos.
Quem dera,pudesse aqui povoar.
Alguns milhares desses Arcanjos.
Para mostrar a muitos descrentes.
"Que nenhuma atividade no bem é insignificante,...
As mais altas árvores,são oriundas de minúsculas sementes."
Pois a esse ser que nos emprestastes.
Pregou e viveu,do amor e da fé.
Retornou ao lar,agora vive ao teu lado.
O nosso saudoso.
Francisco Cândido Xavier.

domingo, 3 de outubro de 2010

A LISTA (OSWALDO MONTENEGRO)


A LISTA
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia.
Quanto você já não encontra mais.

Faça uma lista dos sonhos que tinha.
Quantos você desistiu de sonhar.
Quantos amores jurados pra sempre.
Quantos você conseguiu preservar.

Onde você ainda se reconhece.
Na foto passada ou no espelho de agora.
Hoje é do jeito que achou que seria.
Quantos amigos você jogou fora.

Quantos mistérios que você sondava.
Quantos você conseguiu entender.
Quantos segredos que guardava.
Hoje são bobos,ninguém quer saber.

Quantas mentiras você condenava.
Quantas você teve que cometer.
Quantos defeitos sanados com o tempo.
Eram o melhor que havia em você.

Quantas canções que você não cantava.
Hoje assobia pra sobreviver.
Quantas pessoas que você amava.
Hoje acredita
Que amam
Você.

sábado, 25 de setembro de 2010

QUERER (MÔNICA E TÚLIO)

O querer não é poder.
É criar desejo.
e desejar.

É a pré-conquista.
É importante,
para conquistar.

Querer não requer nada.
Basta querer.
É guerra ganha,sem fortes e fracos.

É livre arbítrio,
de nossas vontades.
É um poder calado.

Velha vaidade necessária.
A insuflar nosso ego.
Quem quer pode.

Mas só querer não basta.
Tem que por em ação,
O Querer na vontade prática.





quarta-feira, 22 de setembro de 2010

OBRAS PÓSTUMAS


Pobres poetas quando em vida e morte.
Perseguidos com a mesma intensidade.
Em existência eram sub-julgados,
Para depois jazer em debilidade.

Poetas a letrar toda luxúria.
De uma sociedade,governo ou seminário.
Estes,depois da certeza do morto,
Retiravam os chapéus para o rito funerário.

Algozes da arte em denúncia escrita.
Cargueiros de poetas sobre o amor.
Poetas de entrelinhas lícitas.

Fizeram das suas exéquias a seu dispor.
Subestimaram sua morte,pensando ser esquecida.
Mas o poeta,a morte não mata,permanece em vida.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

NO TEU CORPO

No teu corpo
Minhas mãos criam vida
Em carícias te exploram.
Numa direção resolvida.

Conheço o caminho a percorrer.
Sei do final dessa estrada.
Me alicia ao prazer do teu gozo.
Ponto de partida e chegada.

Em teu corpo
Eu me desmancho.
Me sacio,
Sem comando.

Na explosão desse prazer.
Que envolve magia e amor.
Te sinto em frenesi.
Entre gemidos sem dor.

Louca fantasia a nos possuir.
Irrelevante qualquer sensatez.
Na entrega de nossos corpos.
Alforria-se nossa lucidez.

Em teu corpo
Inspiro minha poesia.
No relevo que me cabe.
Minunciando tua geografia.

Absorvendo essa volúpia.
Do convencional ao reverso.
Escancaro,qual papoula madura.
Tu,polinizas nosso sexo.

Realidade absoluta.
És meu grande enlevo.
Sou tua bússola,
Mas em teu corpo,me encontro e me perco.


FERIDA ABERTA

 

Sigo ferida, mas sem estar sangrando.
Pela região extensa de minha pena.
Denunciando essa minha dor em pranto.
Em rimas deslizando neste meu poema.

Então toco em meu coração ferido.
Ali sei das agonias e dores que disparam!
Estanco, em uma lembrança... um suspiro.
Onde as lágrimas de meu pranto brotaram.

Me recordarás, seja em algum momento.
Pois não te esqueci em nenhum instante.
Tento te arrancar, bem daqui de dentro.

Tento, tento... Mas te amo tanto, tanto...!
Que por ti sentir assim, de mim, tão distante.
Dói essa ferida, mas em compensação eu não sangro!

Mônica Pamplona.

sábado, 18 de setembro de 2010

NOSSO ESTRESSE DE TODOS OS DIAS


O relógio
Passou a ser um algoz.
Inesquecivel objeto de todos.
Marcando o tempo preciso,
De vidas em alerta.
Vidas,sob comando.
De um tempo corrido.

Tempo esse que não permite.
O desfrute de apreciar.
A beleza que nos cerca;
Da natureza,
Sentimentos,...
Que aindam restam a'florar.


Mar,na sua imensidão
Deixou de ser cenário.
Agora vive à deriva.
Faz parte de um relicário!


Amigos só se falam,
Ao telefone e por e-mail.
Em ritmo de intolerância.
A pressa gera desapego.


Cansaço desmedido.
Refeições sem família.
O nervosismo impera.
Em mentes a beira de uma colisão.

O trânsito.
A violência.
A hora.
O cotidiano.
.....

Retrato mal traçado.
De uma sociedade.
Que alimenta o estresse.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

POESIAS EM CHAMAS

Queimo todos os meus versos!

Versos que a ti eu dediquei.
Fui poetisa,fui meu inverso,...

Hoje sei o quanto errei.
Em querer viver um sonho.
A ti me entreguei.

Agora os versos que componho.
Em rimas de lágrimas se convertem.
Têm minha tristeza como inspiração.
Meus poemas agora advertem.

Em escritos numa condição!
Sobre linhas da minha vida.
Não mais os beijos teus.
Em minha poesia será lida.
Apenas os versos que são meus.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A TE SEDUZIR



Deslizo em meus lábios o vermelho do batom
Maquiagem no rosto, /delicado carmim/.
Estonteante perfume na malícia do tom.
Fragrância acetinada sobre mim

 Lingerie e meias pretas ao meu dispor
Acessório ousado, / como não, atrevido? /.
Sobre o salto Luís XV em seu glamour.
Delineando as curvas do meu vestido.

À mesa, servido um jantar á luz de velas.
Pratos afrodisíacos a incentivar.
Uma noite romântica que nos espera.

O frio lá fora,... Trepida a lareira acesa.
Próximo do tapete a nos convidar.
Vinho tinto em nossos corpos,... Como sobre mesa.

                                        
          Mônica Pamplona.