quarta-feira, 24 de agosto de 2011

REVELAÇÃO



Extravaso aqui,
Nessas minhas mal traçadas linhas
Onde somente a elas caberia
/O sagrado altar de uma poetisa/
O desejo de querer viver
Um intenso amor
Antes que me despeça da escrita

Minhas poesias estão vazias
Sem emoção,
Sem nada conceber
Rotulo um poema com amor
Sem esse sentimento absorver!

Meus olhos secos de olhar
Páginas em branco a minha frente
Desafiam-me a compor!

Rabisco palavras daninhas
Onde busco alguma clemência
Ainda que nas entrelinhas

Poemas em minutas
Depostos em gavetas
...Inúteis,
Vazios,...
Somente papéis,
Querendo rimas
Como antes fora!
Mas,
Minha poesia se nega.

Diante dessa poetisa impostora!



Mônica Pamplona.

PÉRFIDA PAIXÃO



         
 Eis que se cria um momento
Quando juntos,
A sós
Livramo-nos dos pensamentos
Que não cabem
Em nossos lençóis

Ávida paixão consumada
Dissipa em nossos corpos
Segredos de bocas e mãos
Desvendam sem nenhum mistério
Nosso prazer em conciliação

E entre as paredes desse quarto
E a única luz acesa,
/do abajur/
São testemunhas da
Nossa infiel entrega

/bem se sabe/

E entendemos que,
 Ninguém, 
jamais,
Apagará esse momento
Mesmo que o mundo se acabe.

Mônica Pamplona.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

SÓ TUA


Deixa-me trafegar em teu mundo
Desvendar teus segredos
Persuadir tua culpa
...aceitar teus defeitos

Poder repousar em teu carinho
Esculpir teu corpo,
em minha moldura
Descansar em teus lábios
 sem compostura
depois do orgasmo
em fartura.

E quando.
Enfim seduzida
Nas garras de teu domínio
Levitar em teus braços,
completamente nua
Estaremos à mercê
Do tempo,
e desta noite que continua.


Mônica Pamplona.

MUNDO ENCANTADO


Cavalga um unicórnio
Entre corredor de flores coloridas e
Perfumadas
Observado por olhares
De gnomos que o espreitam
 Por entre as árvores,
Dessa floresta encantada

Furtivamente outros seres
Vêm surgindo,
Trafegando sem nenhuma cerimônia
Possuem uma luz própria,
... são fadas,
(! !)
Lindas fadas
Sorriem e deslizam voando
Cumprimentando-se
De quando em quando

Algumas vão de encontro
A outros seres,
Bem pequeninos
Sentados próximo a uma cachoeira
De água cristalina
Que com o reflexo das cores do arco íris
Batendo nessas águas
 Inevitavelmente as ilumina

Sereias conversam e nadam
Divertem-se em harmonia
Majestoso mundo arrebatado
Onde perdido entre as brumas
Do tempo
Escondido dos humanos
Vagueiam nessa magia
Descrentes dos olhares mundanos

Seres místicos em seu habitat
Já não transcendem em nosso recinto
Antes viviam em corações infantis
Criando um mistério encantado
Nessa mágica de fantasia
Esquecidos por tantos,
Mas por muitos,
ainda lembrados.

Mônica Pamplona.

FLOR (trinca de quarteto)


O desabrochar da flor
Encanto que a mim não caberia
Descrever com tal esplendor
Momento de total poesia

Pura vida que desperta
Encanto radiante de beleza
Nascer que nos oferta
O milagre da natureza

O odor que dela destila
Em seu majestoso perfume
Algumas espinhos asila
Magia que em si reúne.

Mônica Pamplona.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

AMOR VIRTUAL ( MICROCONTO )




Após tanto tempo. Noivou virtualmente.
Relutava em casar.
 Viciado e apaixonado.
Queria continuar fazendo sexo com seu PC!


NOSSA MÚSICA ( DIA DOS PAIS )






Deixei a canção cantar
Lembranças vindas de você
Suave,
leve
Em seu teor
Pois ali eu ti encontrava,
em teu abraço
... O teu calor

Na música em que agora resides
Estando bem próximo de mim
Na letra,
que não cala
Em teu ritmo paterno
que me embala

Ouço seus últimos acordes
Despedida.
Mais uma vez
(!!)
Pai
Agora me estás tão perto
Teu carinho,
tua proteção
Sinto-te
...
 Ainda envolvida nesse abraço
Que rege nossa melodia

Estou aqui também
Sinta-me
Nos versos de minha poesia.



Mônica Pamplona.

PUDORES ( MICROCONTO )





Sem pudor.
 Ela despe o short, a calcinha e deita-se de pernas abertas.

Absorto.
Ele calça as luvas e inicia o exame ginecológico