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domingo, 12 de fevereiro de 2012

EU GOSTO DE SER MULHER (série MULHER - parte VIII )







Em meio à realidade
Ainda vivo os sonhos
A espera do beijo,
que nunca foi dado
Na luta ferrenha
Em cada intervalo
De me sentir menina

Persigo uma folha ao vento
Esnobo sofrimento
E curva-se a vida
diante do meu seio
Sem meio,
ou rodeio
Haja o que houver
A força do sexo frágil
Faz-me sentir mulher!

Com a ternura de uma brisa
ou a fúria de um vendaval
Que arruma,
desarruma,
então se apruma
Ora bem... Ora mal.

Reconheço a carência
E o domínio que me convém
Sobressaio na cama
E que pense,
que sou sua refém!
Afinal,
meu sangue escorre entre as pernas

Dando à razão,
minha intuição
Para o que der e vier
O sutil arrimo que me faz convencer
O porquê, que gosto de ser mulher.



Mônica Pamplona.
08/02/2012