quarta-feira, 21 de maio de 2014

UM POEMA CHINFRIM





Não, não talho palavras bonitas
Nos dias, tardes... Que são sempre assim
Borboletas trajando suas chitas
Mascarando o meu lindo jardim!

Flores que tão perfumam quintal
Tanta beleza para caber
Mas ficam entre as roupas/varal
Escondidas, temendo se ver.

Dedilhar n'interím dessa cena
Tirando a inspiração do meu poema
Interagindo feito em blasfêmia


Entre as Tulipas, Lírios, Jasmins...
Saudando sem poesia, mil Gardênias
A brotar nos meus versos chinfrins.



Mônica Pamplona.
21/05/2014.

terça-feira, 22 de abril de 2014

SENHORA DE QUARENTA. (SÉRIE MULHER - PARTE XI)

Imagem Google.


Ah, senhora...
Tua oculta prata apenas responde
sobre os desejos ainda tão presentes
Da mulher/juventude sobre essa ponte


No expresso tempo que te reverencia
Não permitas furtar a idade
Intensas, são sempre as emoções
sem que percas tua identidade.


Que importam as marcas da vida,
se és Senhora de toda tua existência?
Num sacio onde à beleza,
faz dispensa diante de tuas experiências.


És Senhora de todas as Senhoras
Das quatro décadas que enfrenta
Perdida dos viços da juventude
Porém dotada
Dos encantos de todos os teus quarenta.

Mônica Pamplona.
22/04/14


quarta-feira, 5 de março de 2014

QUARTA FEIRA DE CINZAS



QUARTA FEIRA DE CINZAS.

Saúdam as máscaras
de tão bem guardadas
agora afinal

Refletem a alegria,
todas bem dispostas
 a mais um carnaval

Sambam em harmonia
Brilhando as purpurinas
desse cenário

Quando muito garbosas
fogem tantas fantasias
de seus armários

In-vestindo seus foliões
que entranham nessa magia em ledo
Levitando em suas serpentinas

Alegando alegria em todas as gingas
 Acessório dum samba enredo
Abortado numa quarta feira de cinzas.

Mônica Pamplona.
03/03/14

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

INSATISFAÇÃO


INSATISFAÇÃO.

Se faça,
lambuze,
desfaça
ou abuse

Mas nunca
perfeito
assunta
o feito

Pois tende
e entende
querer

O mais
Sem ser
capaz.



Mônica Pamplona.
25/02/14

domingo, 26 de janeiro de 2014

SEM POESIA.



Roubaram a chave da poesia!
Gritos calados despertam
nessa insana madrugada

Poetas trancafiam suas penas,
podam os corações,
num silêncio de cada

Ensurdecem as músicas
na falta que os versos fazem...
No uivo de cada bardo

Sonhos se desfazem
numa natureza de pedra;
Sem sol, pássaros... Sem riacho.

Diluem-se as paixões
em secos sentimentos.
Tão carentes de amor

Esquiva-se a fantasia.
Agora, sem mais poesia.
O mundo perdeu seu valor!




Mônica Pamplona.
26/01/14.

NA VONTADE.


Não sou lua
que ilumina
Ser só tua
sou neblina.

Fico nua
A mercê
Relva pura!
Nem me vê!

Regozijo
sem prever
cada instinto

Que deprava
A envolver
quase nada.

Mônica Pamplona.
24/11/13.

FIO DE CABELO (Série Mulher - parte X )
























Tempos a fio... Em fios, tão leves e soltos.
Exaltam depois da progressiva
Seduzem ao olhar diante de todos
Na sutil malícia quando incita.

Quão tingido sonho se revela
novelo de fios d’ouro assentados...
Sedosos cabelos – se faz tela
Em face moldada e sem pecado

Acalenta o vento em que arremessa
a perfeição/diva que sem pressa,
desbrava em delírio sua beleza

No brilho/mulher quando faceiro
realça e satisfaz o poder em realeza
Esculpida por ‘um cabeleireiro.

Mônica Pamplona.
19/01/14.

VOU CANTAR...

Imagem Google.


Canto o amor, ou a vida,... Todo o sentir
Pois no meu cantar não requer motivos
Canto - e assim sei que vou permitir.
Emprenhar Minh’ alma pelos meus ‘ouvidos.

Talvez o cantar venha coincidir.
No momento exato duma canção
o enlevo que não deixa eu desistir
E a música invade sem discrição.

Inovo na letra sempre que faço
da harmonia do meu cantar o meu abraço
Canto isso, ou aquilo,... No meu distraio.

Num canto que entoa a cada melodia
que trará o poeta sempre no páreo
Afinal... Cantar - Também é poesia.

Mônica Pamplona.

01/12/13.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ENTRE UMA E OUTRA.

Desenho Thais Ribeiro.
Arquivo pessoal.



ENTRE UMA E OUTRA...

São apenas palavras a persuadir
instigando o estro de um mero poema
Guardanapo de papel,
coisa pouca
Ora,
sem intenção alguma!
Envolvendo-se entre
uma conversa e outra.

Cálidas notas de viola a fluir
repassando recordações,
agora soltas
Nuance onde se faz conferir
Entre,
uma música e outra!

Perfeita noite onde a inspiração
relaxa seu véu para que envolva,
legado atropelando nossas veias
Nessa sintonia entre,
uma irmã e outra!

Brindemos então ao poema
No torpor de toda essa magia
Pois quem sabe,
entre uma e outra...
Destaque em cena audaz poesia!


Mônica Pamplona.
12/07/13 


ESTRO

     Desenho Thaís Ribeiro.
     Arquivo pessoal.

ESTRO

                                  
Por mais que tente, sempre quando escrevo
Desviar meus poemas, ou quem sabe então
modificar todo esse meu acervo
Para esquecer de vez essa paixão!

Mas sua presença, logo que domina
meus sentimentos sem eu perceber
E invade assim, meus versos em rotina!
E quando dou por mim... Chega você!

A destilar saudade sem preceito
No meu negar em rimas - queira ou não
Quando de fato ditas em suspeito...

Se na verdade em toda poesia minha
traz meu estro total inspiração
Você de novo, em minhas entrelinhas!


Mônica Pamplona.
16/08/13

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

TROVANDO

A amizade é uma rosa
vinda ao mundo sem espinhos
Cresce de forma formosa
regada a amor e carinho.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

ECOAM OS GRITOS.


DOCE LUA.

IMAGEM GOOGLE.


... E não diga que a lua não fala,
ou que desperdiça os momentos
Na poesia querendo inspirá-la
Revestem-se os poemas sedentos

Buscam a essência daquela
inspiração que não maltrate
Na poção, mais doce e bela
No expresso, qualquer, dessa vate.

Meus versos miram na mais pura
lua de emoções solta no céu
Enlevo de nobre criatura

Imponente quando lá em cima...
Desnuda de todo seu véu
Reluz no maior brilho de rima.

Mônica Pamplona.
07/06/13

domingo, 14 de abril de 2013

TANTO DE AMOR NO AR

                                                        Google

Magia de amor, - caixa de Pandora
Reage em sentimento, - a cada gesto
Revela toda a emoção da hora
Face à realidade em manifesto.

Lágrima que nasce, mas conforta
Acorda e desperta nos sentidos
Momento supremo em que transborda,
tanto amor no peito quando fluido.

Do sorriso ao beijo, - ora enfim...
Corações alternos, em cetim.
Sempre é motivo para se amar

Nesse sopro de vida não há
nada que divisa, nem confim
O tanto de amor que paira no ar!

Mônica Pamplona.
09/04/2013

domingo, 7 de abril de 2013

COISAS DA VIDA.












Google.

Também já sofri, por tantos desamores.
Já calei, perdi, desejei, bem chorei,...
Nessa tentativa de alivio pras dores,
quando toca o peito - Ah, dói! - Como eu sei.

Já confiei em quem me prometeu ajuda.
Briguei por ninguém, pensando ser um amigo.
Dum beijo sincero, beijada por Judas!
Refiz com esmero, todo esse castigo.

E na tentativa, de não mais sofrer.
Concluo na verdade, que tenho a aprender.
Quem sabe, também, num deslize qualquer.

Num desvario, ímpeto que me revolva,
exato momento, razão não houver.
Talvez eu já tenha feito, a mesma coisa.


Mônica Pamplona.
07/04/2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

CÔNJUGE

                                           Googlle.

Desperto, o desejo em nosso quarto.
Observo teu ledo olhar, - anseia o meu,
sensual, à meia luz, permito e não aparto.
Tua mão que seduz, -  teu corpo e o meu

Bem sei o caminho para te agradar
És o meu bom vinho, tão apurado,
gostoso e antigo a me embriagar
Parceiro bendito, sempre ao meu lado...

Base e estrutura que fortalece
Talvez, por ventura, só me oferece,
realizações de meus muitos planos

Nas revelações cônjuge me é
de tantas paixões, num só “eu te amo”.
Nessa conexão, que me faz mulher.



Mônica Pamplona.
04/03/13