domingo, 14 de abril de 2013

TANTO DE AMOR NO AR

                                                        Google

Magia de amor, - caixa de Pandora
Reage em sentimento, - a cada gesto
Revela toda a emoção da hora
Face à realidade em manifesto.

Lágrima que nasce, mas conforta
Acorda e desperta nos sentidos
Momento supremo em que transborda,
tanto amor no peito quando fluido.

Do sorriso ao beijo, - ora enfim...
Corações alternos, em cetim.
Sempre é motivo para se amar

Nesse sopro de vida não há
nada que divisa, nem confim
O tanto de amor que paira no ar!

Mônica Pamplona.
09/04/2013

domingo, 7 de abril de 2013

COISAS DA VIDA.












Google.

Também já sofri, por tantos desamores.
Já calei, perdi, desejei, bem chorei,...
Nessa tentativa de alivio pras dores,
quando toca o peito - Ah, dói! - Como eu sei.

Já confiei em quem me prometeu ajuda.
Briguei por ninguém, pensando ser um amigo.
Dum beijo sincero, beijada por Judas!
Refiz com esmero, todo esse castigo.

E na tentativa, de não mais sofrer.
Concluo na verdade, que tenho a aprender.
Quem sabe, também, num deslize qualquer.

Num desvario, ímpeto que me revolva,
exato momento, razão não houver.
Talvez eu já tenha feito, a mesma coisa.


Mônica Pamplona.
07/04/2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

CÔNJUGE

                                           Googlle.

Desperto, o desejo em nosso quarto.
Observo teu ledo olhar, - anseia o meu,
sensual, à meia luz, permito e não aparto.
Tua mão que seduz, -  teu corpo e o meu

Bem sei o caminho para te agradar
És o meu bom vinho, tão apurado,
gostoso e antigo a me embriagar
Parceiro bendito, sempre ao meu lado...

Base e estrutura que fortalece
Talvez, por ventura, só me oferece,
realizações de meus muitos planos

Nas revelações cônjuge me é
de tantas paixões, num só “eu te amo”.
Nessa conexão, que me faz mulher.



Mônica Pamplona.
04/03/13

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PAIXÃO NOVAMENTE


Preciso sentir outra vez a paixão
Sem mais impedir - e que tente, e me envolva.
Que exale prazer, com ou sem permissão.
Sequer me tolher, e sem que me devolva.

Não sei bem ao certo, mas me tira o chão!
A paixão decerto teima em frenesi.
Nesse me entregar, minha libido então...
Chego a precisar mais um pouco de mim!

Quero do arrepio na pele que me esquenta
Minha boca, na d’outra boca a beijar.
Gemer sem ardume ao sabor pimenta

Saciar da volúpia, sem nem me abreviar.
Ajustar de forma correta ou não...
E que me possua sem qualquer restrição.

Mônica Pamplona.
22/02/13

RE / VERSOS




Deixo-te meus versos que te fiz
Neles me despeço sem teus beijos
Reatando comigo me refiz
Estando contigo, não te deixo.

São versos calados e sem clima
De muito cansados, - já apagados.
Trafegam dispersos e sem rimas
Dum amor reverso, ora errado.

Basta-me viver minha poesia
Faço aqui caber meus sentimentos
Sem saber conter minha agonia

Volito nas linhas sem talento
Esperança minha qualquer dia...
Sem mais essa rinha – te teria.



Mônica Pamplona.
22/02/13

COLCHA DE RETALHOS

Gollgle.


Remendos
 de um amor antigo

Alinhavados
em sentimento vivo

Velha paixão
em pedaços

... Costurados,
 prontos para o agasalho

Abarcando o meu coração
 Feito colcha de retalhos.

Mônica Pamplona.
23/11/12

terça-feira, 6 de novembro de 2012

REESCREVENDO MINHA HISTÓRIA

Arquivo pessoal.


Um dia, quem sabe, quando à morte, já me leve.
Sem que complete inteira, a minha trajetória.
Irei a lamento, muito embora seja breve.
Se já traçado, parte, ou toda a minha história.

Sem mais esboços sobre as linhas d’uma lauda,
que sempre atinham tanto o maior sentimento.
Versos que gritam mudos, por tão justa causa.
Num desatino expresso, de cada momento.

Ora, portanto; Sagrem por mim às suas preces,
ungindo minha triste alma à despedida
À luz das velas, brindo a quem nunca me esquece!

E nem distorce minha imagem na ampulheta.
Assim reescrevo outra história, quiçá nem lida.
No papel da vida / tempo minha caneta!


Mônica Pamplona.            
08/10/12             

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

NAQUELA CRUZ.

                      Auquivo pessoal.


Postado de braços abertos.
Na sangria dos estigmas,
em que reflete a dor da salvação

Imagem fincada na parede,
observando o enfermo leito.
Onde reluz
onipotente respeito

Alimento da alma
Santificado adorno
Pela fé que induz
Esperança crucificada,
e detida.
Também,
naquela CRUZ.


Mônica Pamplona.
30/09/12

sábado, 13 de outubro de 2012

SOBRE AS ASAS DE ÍCARO

                            Arquivo da família.


Asas que foram podadas, somente.
Durante o silêncio dum desvario

Nas asas de Ícaro, agora doentes
,
restou à essência, com todo o seu brio.


Nesse teu requinte bater de asas
"Irreverência que te é permitida"
Como guerreiro, na busca alcançada.

Sempre a lutar no decorrer da vida.


Borrão no asfalto é insuficiente
,
e
m asas livres que somente exercem
Todo o poder e o saber de ser gente


Numa fadiga em que o mal vence o bem

Lição de vida que só fortalece,

pra que tuas asas voem muito mais além.


Mônica Pamplona.
05/10/12


     Para o amigo Ícaro Suziki. Baixista de uma banda de rok daqui de Belém, Madame Saatan. Que no último dia 02/10, fora brutalmente alcançado, na calçada, por um motorista totalmente embriagado, um delegado da polivia civil. Somente agora, felizmente, recupera-se em casa.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

ETERNA MADRUGADA

Arquivo pessoal.

Seja bem -vinda, minha madrugada.
Fazendo aurora nessa poesia leiga
Flagras-me, aqui, novamente sentada.
Entre meus versos... Total desajeita.

Bendita seja tua presença assim,
entre os murmúrios dessa inspiração
Onde levitam prosas sobre mim.
Saudando o estro de minha criação.

Ah, madrugada como eu ficaria,
Tão satisfeita com tua eternidade
Sem desfazer-me do sol, d’outro dia,

onde o labor aquece em alforria
Mas se desfaz do expresso da saudade,
que a madrugada corteja em poesia.


Mônica Pamplona.
05/10/12