domingo, 7 de outubro de 2012

BENÇÃO MATERNA

Arquivo pessoal.

Meu tempo em vida já fora consumado,
nem mesmo assim, ausentei-me da saudade
De poder novamente estar ao teu lado,
só protegendo tua inteira metade

Instiguei quando te sentistes cansado,
povoei teus sonhos para te aconselhar,
tentando ajudar-te para o teu aprendizado...
E a cada benção me pus a acreditar

Que nessa vida, esse afeto, só seria limitado.
Se na essência desse amor incondicional,
batesse no peito, por tão ingrato;
Alguma dúvida do sentimento maternal.

Mônica Pamplona.
05/10/12


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

METAMORFOSE (DE CLAUDIA GAMA)

Imagem do Google.

Pele flácida vem em seguida
Ao charme que me fez querida...
Seios fartos que se fizeram abençoados,
No prazer de tê-los para ofertá-los.

Corpo que te quero.
Assim, me desejo!

Tempo/instante da natureza
Que no auge da glória... Reza,
Agradece com o choro da riqueza.
Em momento único... Sou beleza!

Corpo que te quero.
Assim, me desejo!

Linhas brancas como sanfonas,
São as atrofias cutâneas salientadas,
Fenomenais e harmônicas...
Intensa mudança que também satisfaz.

Corpo que te quero.
Assim, me desejo!

Ventre forte fez a diferença...
 Sou mãe, dona de minha firmeza.



Cláudia Gama- PEAPAZ

Um poema que define a METAMORFOSE que ocorre no corpo, alma e coração feminino. Pois somente uma mulher sabe a dor e o prazer que é ser mãe. Com a maestria poética de minha querida amiga/poetisa Lúcia Claudia Gama Oliveira. Publicado na PEAPAZ em 26/09/2012. Ornamentando meu espaço com sua permissão.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ESPELHO MEU.

Foto pessoal.
Aplicatico, site do Google.


Em qual retrato melhor me retrato?
Na busca duma resposta,... Um conselho, ...
Que talvez possa, quem sabe, de fato,
ultrapassar, moldura desse espelho.


No refletir de reflexo bisonho
Minha autoanálise fingindo ser,
somente aquilo quando componho.
Só respondendo ao meu apetecer.

Ora, pra quê respostas, o que são?
Nesse vazio que tanto me transborda,
se nem sequer tomo uma decisão,


e continuo fingindo-me de morta!
Agrido o espelho, esse que não se opunha,
no refletir retrato à minha alcunha.


Mônica Pamplona.
11/09/2012

domingo, 2 de setembro de 2012

REFLEXO DE UM POEMA.

Foto pessoal.

Quando, final d’um verso, logo me atrapalho,
em um simples rascunho quando voo, e componho.
Driblo o tempo do verbo, não percebo, e falho,
pondo em risco uma frase correta – suponho

Reflito na oração, perdendo-me no tempo,
a mesma retratando, num sentido lento.
Nos reversos traduzidos que se vão ao vento,
rebelam-se no poema num só desatento!

São tão poucas poesias então, que me retrate
na estética das regras, que falam por si.
Em harmonia do ritmo – como num escape,

já perco o fio da meada,  meu poema agredi!
Saiba dona poesia, que assim não tem combate
Sou só uma pobre vate, nesse anseio do fluir.


Mônica Pamplona.   
02/09/12

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

OLHOS E MÃOS (ANDRÉ ANLUB & MÔNICA PAMPLONA)

  FOTO PESSOAL


Olhos que fitam o azul celeste
Pensando em um dia desvenda-lo
Olhos que veem vultos por detrás de ideias
Sabem da capacidade do poder imaginário.

Olhos que desvendam a escuridão.
Que buscam verdades na luz encontrar.
Desconhecem o afago que envolve,
os mistérios que delata cada olhar


Ousadia das mãos...
Plantam e criam
Remetendo os seres ao mais adiante mundo
Ser que fica desnudo
Ser que fica vestido
Todo e qualquer atributo.

Se na ousadia das mãos
que tentam expressar o que dizem.
Seguem adiante e falam.
No mudo silêncio permitido.
Acanham-se no tempo e se calam.

Olhos que mergulham em longínquas profundezas
Tirando o corpo físico do lugar comum
Olhos que trafegam no vão e vêm de letras
Na mão e contramão de amores e lendas.

Olhos que vaidosos pela visão
Trafegam apenas pelo que enxergam
Não conhecem as entrelinhas
Do sentir, contido, em cada verso.

Mãos de um ser...
Rápidas, elas desvendam segredos
Revelam medos da mais delicada forma
Transmitem o que dos olhos já foram vistos...
Ou até mesmo o que gostariam de ver.

Obscenas mãos que deslizam,
em aguçada revelação dos sentidos.
Na busca minuciosa em delação,
na qual transmite, em sintonia
de um reconhecimento, sem precisar da visão.


André Anlub & Mônica Pamplona.
02/08/2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

COM-PRAZER

FOTO PESSOAL.



Já deitei em tua cama, no auge da paixão
que alivia, nos teus beijos, o meu desejo
fascinado, pela entrega em compulsão,
 quando sacio os teus suspiros, em latejo.

Já levitei em tuas carícias, desvairando,
nessa delícia, que amputa o meu pudor.
Doando-me, sem decoro, compensando,
essa magia, que dispensa o recompor.

Já senti a tua boca em total desajeita,
entre minhas coxas tua barba mal feita
na dor que atiça, provocando o meu ser.

Já delirei em teus braços, que audacioso,
teu corpo no meu corpo, sem mais conter,
fartando-se, louco, no mais puro gozo!

Mônica Pamplona.
26/07/12

segunda-feira, 25 de junho de 2012

DECEPÇÃO

FOTO PESSOAL



A vida cedeu-me momentos de autoconfiança
Dando-me a certeza que tudo estava sob controle
Quem sabe, apenas abrandava o que me escondia.
Adiando com esmero, essa tamanha lamúria.
Porque nessa vida, nada se tem como garantia!

Triste legado perdido, num mundo sem volta.
Em abismos de insanas mentiras e insensatez
Revestido de dissimuladas máscaras exibidas
Enxovalhando o caráter já em nódoa
De uma plena personalidade já enfraquecida!

Coube a mim a sangria em profunda chaga
Nesse meu calvário lamento sem remediar
Mas lavo minhas mãos, sem reconciliação.
Não pago um preço pelo que desconhecia
Já basta o convívio com essa infeliz decepção!



Mônica Pamplona.
25/06/12

sábado, 23 de junho de 2012

FIOS DE PRATA



Nem sequer avisam o momento
Surgem um tanto dissimulados
Destacando-se como intrusos
Pela aparência, - desbotados!

Infestam o couro cabeludo
Arrebatam nossas ideias.
Podendo apenas assistir a tudo,
... Na fila do gargarejo, - de plateia!

Induzem ao equilíbrio para,
que a maturidade aconteça
Mas diante dessa prova contundente
Não há dúvida, que muda nossa cabeça!

Assomam-se à quimera
Última roupagem – vida/nata
Daqueles que aqui conquistam
 Esses,...- Cada fio de prata.



Mônica Pamplona.
21/06/12

FOTO PESSOAL

TRIBUTO A CHICO BUARQUE DE HOLANDA

Minha homenagem a esse grande poeta, pela passagem de seu aniversário - 19/06 As palavras em amarelo, são títulos de algumas de suas inúmeras composições



Sou o “Cálice” a transbordar nessa “Roda Viva
Que “Pelas Tabelas” deixo “A Banda” me levar

Um poeta que se embebedou numa “Gota D’agua”.

Assistindo a “Minha História”, que nem “Vai Passar”.


Ah, “O Meu Amor”, - “Quem Te Viu e Quem Te Vê”.
Entre “As Vitrines” da “Vida” e a poesia em “Construção

Levaste “Um Pedaço de Mim” – “Não Sonho Mais

Mas “Apesar de Você”, restou meu “Suburbano Coração”.


Sou Eu”, “Nesses Anos Dourados”, que de “Tanto Amar”,
Ainda levo um “Samba Para Vinicius” ouvir

Uma Carta ao Tom”, - em “Homenagem ao Malandro”,

Dentre tantas parcerias, - também o “Samba de Orly”.


Em meio a esse “Cotidiano”, - “Meu Caro Amigo”,
A gente “Vai levando”, - “Com Açúcar e Com Afeto”,

Falando de Amor” e de “Futuros Amantes

Arquivando o que “Já Passou” em “Folhetim” secreto


Trocando em Miúdos” nesses “Bastidores
Garota de Ipanema”, “O Meu Guri”,... - “Chega de Saudade”.

Yolanda”, “João e Maria”, “Carolina”... Essa “Gente Humilde”.

Que carrega “Um Pedaço de Mim”, - só peço que “Deus lhe Pague”.

 
Mônica Pamplona.
20/06/2012
 
Foto da internet.