quinta-feira, 2 de agosto de 2012

OLHOS E MÃOS (ANDRÉ ANLUB & MÔNICA PAMPLONA)

  FOTO PESSOAL


Olhos que fitam o azul celeste
Pensando em um dia desvenda-lo
Olhos que veem vultos por detrás de ideias
Sabem da capacidade do poder imaginário.

Olhos que desvendam a escuridão.
Que buscam verdades na luz encontrar.
Desconhecem o afago que envolve,
os mistérios que delata cada olhar


Ousadia das mãos...
Plantam e criam
Remetendo os seres ao mais adiante mundo
Ser que fica desnudo
Ser que fica vestido
Todo e qualquer atributo.

Se na ousadia das mãos
que tentam expressar o que dizem.
Seguem adiante e falam.
No mudo silêncio permitido.
Acanham-se no tempo e se calam.

Olhos que mergulham em longínquas profundezas
Tirando o corpo físico do lugar comum
Olhos que trafegam no vão e vêm de letras
Na mão e contramão de amores e lendas.

Olhos que vaidosos pela visão
Trafegam apenas pelo que enxergam
Não conhecem as entrelinhas
Do sentir, contido, em cada verso.

Mãos de um ser...
Rápidas, elas desvendam segredos
Revelam medos da mais delicada forma
Transmitem o que dos olhos já foram vistos...
Ou até mesmo o que gostariam de ver.

Obscenas mãos que deslizam,
em aguçada revelação dos sentidos.
Na busca minuciosa em delação,
na qual transmite, em sintonia
de um reconhecimento, sem precisar da visão.


André Anlub & Mônica Pamplona.
02/08/2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

COM-PRAZER

FOTO PESSOAL.



Já deitei em tua cama, no auge da paixão
que alivia, nos teus beijos, o meu desejo
fascinado, pela entrega em compulsão,
 quando sacio os teus suspiros, em latejo.

Já levitei em tuas carícias, desvairando,
nessa delícia, que amputa o meu pudor.
Doando-me, sem decoro, compensando,
essa magia, que dispensa o recompor.

Já senti a tua boca em total desajeita,
entre minhas coxas tua barba mal feita
na dor que atiça, provocando o meu ser.

Já delirei em teus braços, que audacioso,
teu corpo no meu corpo, sem mais conter,
fartando-se, louco, no mais puro gozo!

Mônica Pamplona.
26/07/12

segunda-feira, 25 de junho de 2012

DECEPÇÃO

FOTO PESSOAL



A vida cedeu-me momentos de autoconfiança
Dando-me a certeza que tudo estava sob controle
Quem sabe, apenas abrandava o que me escondia.
Adiando com esmero, essa tamanha lamúria.
Porque nessa vida, nada se tem como garantia!

Triste legado perdido, num mundo sem volta.
Em abismos de insanas mentiras e insensatez
Revestido de dissimuladas máscaras exibidas
Enxovalhando o caráter já em nódoa
De uma plena personalidade já enfraquecida!

Coube a mim a sangria em profunda chaga
Nesse meu calvário lamento sem remediar
Mas lavo minhas mãos, sem reconciliação.
Não pago um preço pelo que desconhecia
Já basta o convívio com essa infeliz decepção!



Mônica Pamplona.
25/06/12

sábado, 23 de junho de 2012

FIOS DE PRATA



Nem sequer avisam o momento
Surgem um tanto dissimulados
Destacando-se como intrusos
Pela aparência, - desbotados!

Infestam o couro cabeludo
Arrebatam nossas ideias.
Podendo apenas assistir a tudo,
... Na fila do gargarejo, - de plateia!

Induzem ao equilíbrio para,
que a maturidade aconteça
Mas diante dessa prova contundente
Não há dúvida, que muda nossa cabeça!

Assomam-se à quimera
Última roupagem – vida/nata
Daqueles que aqui conquistam
 Esses,...- Cada fio de prata.



Mônica Pamplona.
21/06/12

FOTO PESSOAL

TRIBUTO A CHICO BUARQUE DE HOLANDA

Minha homenagem a esse grande poeta, pela passagem de seu aniversário - 19/06 As palavras em amarelo, são títulos de algumas de suas inúmeras composições



Sou o “Cálice” a transbordar nessa “Roda Viva
Que “Pelas Tabelas” deixo “A Banda” me levar

Um poeta que se embebedou numa “Gota D’agua”.

Assistindo a “Minha História”, que nem “Vai Passar”.


Ah, “O Meu Amor”, - “Quem Te Viu e Quem Te Vê”.
Entre “As Vitrines” da “Vida” e a poesia em “Construção

Levaste “Um Pedaço de Mim” – “Não Sonho Mais

Mas “Apesar de Você”, restou meu “Suburbano Coração”.


Sou Eu”, “Nesses Anos Dourados”, que de “Tanto Amar”,
Ainda levo um “Samba Para Vinicius” ouvir

Uma Carta ao Tom”, - em “Homenagem ao Malandro”,

Dentre tantas parcerias, - também o “Samba de Orly”.


Em meio a esse “Cotidiano”, - “Meu Caro Amigo”,
A gente “Vai levando”, - “Com Açúcar e Com Afeto”,

Falando de Amor” e de “Futuros Amantes

Arquivando o que “Já Passou” em “Folhetim” secreto


Trocando em Miúdos” nesses “Bastidores
Garota de Ipanema”, “O Meu Guri”,... - “Chega de Saudade”.

Yolanda”, “João e Maria”, “Carolina”... Essa “Gente Humilde”.

Que carrega “Um Pedaço de Mim”, - só peço que “Deus lhe Pague”.

 
Mônica Pamplona.
20/06/2012
 
Foto da internet.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

SÓ SE FOR AGORA


 
Se quiseres me amar, então me ames agora.
Não permita que o tempo pereça esse amor
asilando no peito, essa dor que demora
desconhecendo um prazer que, nem começou

Se me quiseres sorrir, sorrias agora.
Abrace-me também - é só deixar fluir
Dou-te o ombro, em convir – te recosta e chora.
Não precisa emoções, deixar comprimir

Encarregado o tempo, ele a tudo devora.
Portanto, nunca deixe as flores para última hora.
O amanhã é somente dúvida, e nada mais.

Pois quem quiser fazer por mim, que faça agora,
antes do meu momento de extermínio - jaz.
Minh'alma ficará em paz, - e vou-me embora.



Mônica Pamplona.
31/05/2012

Foto pessoal. Aplicativo da internet.


sábado, 26 de maio de 2012

QUEM É ELA?



Do vento que carrega, ela só é aquela
nau a deriva, querendo se atrelar
Exibindo-se para a clientela.
Distribuindo-se em trela para amar

Meros desejos vindos em balela
 preto e branco, aquarela, bela,... Mas...
Não deixando de ser sempre ela, aquela
forma, figurativa lá do cais.

Repousando seu olhar - brumas daquelas
ondas, a requebrar feitas donzelas.
na areia com que pincela um malmequer

Resgatando um sorriso sem tutela
Nesse semblante dela feito mulher...
 Trocando por um trocado em esparrela!






Mônica Pamplona.                           
17/05/2012


Imaghens da internet.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

AS FLORES DOS NOSSOS JARDINS









Das tantas flores
que passam por nossas vidas

Muitas partem,
mas deixam seus perfumes

Outras até,
confundem-se com ervas daninhas
e nos ferem com seus espinhos

Felizmente algumas,
enraízam-se em nosso jardim

Germinando em conciliação
Desabrochando e floreando
Revigorando a cada estação.



Mônica Pamplona.
17/05/2012

Imagem pessoal.

sábado, 5 de maio de 2012

NÃO SEI AMAR ...



Não sei amar sem ter o encanto  
dos dias, noites a fora.
Dos beijos saboreando
a cada minuto por hora

Não sei amar sem ter prazer
do aconchego do meu lado
Sem precisar dissolver
quando estamos abraçados

Não sei amar na solidão,
vivendo um amor ausente
no refúgio da emoção

Não sei amar se não nutrir
toda essa paixão inerente
no peito a me consumir.



Mônica Pamplona.
05/05/2012


Imagem obtida da internet.

TEU RISO




Imagem pessoal.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O ETERNO POETA







O poeta quando aniversaria
ao tempo desconsidera
Em seus versos renasce a cada dia
revelados em vida de esmera

O poeta não envelhece,
e nem sacia sua jornada
Ele somente amadurece,
 moldurado em fios de prata

Eternizado é o poeta
mesmo quando jaz silencia
É sua maneira discreta
de compor sua poesia.

Mônica Pamplona.
03/05/12

Uma humilde homenagem a esse grande poeta e amigo, que tanto admiro e tenho carinho. Feliz Aniversário Jorge Montenegro.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

TROVANDO EM BEIJOS



Ávidos pelos desejos
que acariciam sem a fala
Quando despertos num beijo
onde a palavra se cala

Vários sabores contidos,
 expressando o que há de real
 Saudando aos grandes amigos
Do presente e do virtual

Tem-se o beijo da criança,
inocente e carinhoso
... O beijo de carta branca!       
Quando induz ao malicioso

... São tantas as faces do beijo
revelando o coração
Não caberia em tal cortejo
a total ilustração!

Portanto, beijos e beijos...
Às meninas o meu abraço
Aos rapazes eu despejo
os meus beijos neste espaço.



Mônica Pamplona.
23/04/12


Imagem obtida da internet (autor desconhecido)

BOEMIA



 
Viajo nas ruas da madrugada  
nos segredos, da boemia, contidos.
Trafego por vidas, por onde cada,
busca também esse mesmo sentido

Tão seduzida por noite estrelada
Só toca a saudade em gole bebido
Na música da viola tocada,
num sentimento pensado esquecido

Mágicas são as noites de boemia
em que saúda a vida em cortesia
onde em tempo deslembra-se dos fardos

Nos incontidos dribles da paixão
que são poetados por tantos bardos
Tendo a boemia como inspiração.



Mônica Pamplona.
29/04/12

Imagem obtida da internet.


domingo, 22 de abril de 2012

O TEMPO EM MIM



O tempo aponta as marcas no meu rosto  
Delineia sua direção, ou suas curvas
Ultrapassa velocidade a gosto
endossando os sulcos de minhas rugas

Desperto em reflexo e então eu vejo,
nesse espelho turvo, esse meu demérito
 Recordações que passam num lampejo
Presentes no passado, meu pretérito!

Agonizo de janeiro a janeiro,
no ciclo em que o tempo vai se fechando
Esmorecendo em tempo carcereiro

Que trancafia o meu frescor de outrora,
em árvore frondosa, que murchando
Antes mesmo de chegada a sua hora!



Mônica Pamplona.
20/04/2012       

Imagem obtida da internet.

domingo, 15 de abril de 2012

PROPOSTA SOB FETICHE


 
Absorvo tua imagem
que acelera meus instintos de fêmea
Excitação que regozijo – me consome
Nesse fetiche que se apodera
Em teus contornos de homem.

Traços que me seduzem
No furor, - nesse anseio
A satisfazer o meu intento
Em sintonia desse
 desnudo desejo,... Sedento.

Apenas olhos a mirar-se
Palavras são esquecidas
Inebriante sensação imposta
De tua retina a me persuadir
na intenção de sedutora proposta.
Do teu fetiche que impregna em mim.



Mônica Pamplona.
12/04/2012



sábado, 14 de abril de 2012

MOMENTO DE PAIXÃO






Delato meus sentimentos sobre teu corpo   
Através dos toques, relato meu prazer.
Alicio a um convite onde tudo é novo
Sem nenhum vestígio de tentar me conter

Desafio teus instintos de macho no cio
Tateando com tuas mãos sob meu vestido
Sentindo na pele, com tamanho arrepio.
Despertando em minha garganta o meu gemido.

Néctar que se funde, no suor que desliza.
Onde tudo se confunde ou se facilita
Na carícia de movimentos que - vai e vem...

Dispensa qualquer pensamento relevante
Envolvente sincronia essa, que nos mantém
 Capturando-nos nessa ousadia desse instante.




Mônica Pamplona.
26/03/2012