quinta-feira, 30 de junho de 2011

A HORA DO DESESPERO


Diante daquele corpo ensangüentado o desespero rondava seu ser. Aquele sangue derramado seria o motivo de sua separação com sua amada e linda esposa. Pois ela o havia avisado que temia que eles se encontrassem.

Tentou limpar da melhor forma possível, para eliminar as evidências. Mas o vermelho persistia nas paredes, no chão e nas portas do corredor.

Não sabia mais o que fazer para acalmar-se. Por alguns instantes enterrou o rosto nas mãos e ficou ali parado, como se esperasse por um milagre, e quando tivesse que olhar novamente nada daquilo havia acontecido.

Mas tudo em vão. A desordem e o cenário de terror continuavam a desacatá-lo.

Sem mais saída, levantou-se, pegou o telefone e ligou para o celular de sua mulher.

_Alô querida. Será que d. Maroca poderia vir fazer uma faxina agora em nossa casa?
_Não, não bebi com meus amigos aqui
_É que... Bem, aconteceu um imprevisto.
  Encheu-se de coragem e foi falando.. 
_ Sabe, o Lulu?... 
_É, o Lúcifer, meu Pit Bull. 
_Pois é, ele... 
_Assassinou o seu Puldoo.



Mônica Pamplona.

Um comentário:

  1. Saudades de ti, minha querida amiga!
    Voltarei para matar a saudade.
    Beijinhos
    Suzy

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