domingo, 11 de março de 2012

FAXINANDO MEU PEITO









Decidi me desfazer de tudo!
De tudo que me fez sofrer.
Esvaziar velhos arquivos,
de lembranças inúteis,
Tristes, ...
Memória mal acabada
Desilusões.
Decepções que tive,
e que até já perdoei,
mas que continuo sem esquecer!

Sentimentos antigos,
que ficam boiando nas recordações
Fuzilando velhas amizades
e tantos desamores
Abrindo feridas cicatrizadas
e me levando a um retrocesso
De mágoas e rancores.

Encaixotar toda essa tralha
e reciclar,
refazer emoções
Esvaziar meu peito
Arquivar novos arquivos...
Para poder seguir minha direção
Pois com todo direito
Começarei tudo de novo.
...Ou não!

Mônica Pamplona.
01/03/2012

terça-feira, 6 de março de 2012

NAS ASAS DE UM ANJO



Dormem os sonhos
Embalados nas asas
Dos anjos a me visitar.

Despertam a pureza
De quem dorme
No exímio da essência

Da luz iluminada
Onde habita a existência
Na alma de cada.

Mônica Pamplona.
05/03/2012

sábado, 3 de março de 2012

EPITÁFIO DE UMA POETISA



Quando minhas mãos
não responderem mais
ao meu comando.

Quando minhas ideias,
embaralhadas
Não estiverem mais
atuando.

E no nascer
de mais um dia
Meu coração comprimir-se,
diante de toda essa magia!

É chegada a hora
de fechar meu livro
“O da minha história”
Num epitáfio qualquer.

_“Irei rumo à poesia,
Onde ela estiver”.

Mônica Pamplona.
01/03/2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

EU GOSTO DE SER MULHER (série MULHER - parte VIII )







Em meio à realidade
Ainda vivo os sonhos
A espera do beijo,
que nunca foi dado
Na luta ferrenha
Em cada intervalo
De me sentir menina

Persigo uma folha ao vento
Esnobo sofrimento
E curva-se a vida
diante do meu seio
Sem meio,
ou rodeio
Haja o que houver
A força do sexo frágil
Faz-me sentir mulher!

Com a ternura de uma brisa
ou a fúria de um vendaval
Que arruma,
desarruma,
então se apruma
Ora bem... Ora mal.

Reconheço a carência
E o domínio que me convém
Sobressaio na cama
E que pense,
que sou sua refém!
Afinal,
meu sangue escorre entre as pernas

Dando à razão,
minha intuição
Para o que der e vier
O sutil arrimo que me faz convencer
O porquê, que gosto de ser mulher.



Mônica Pamplona.
08/02/2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

MADURO AMOR



 
Ainda é madrugada lá fora
O vazio do silêncio,
Identifica-se com minha solidão
Escuto meus pensamentos
Que vagam sem exatidão.

Sinto-te adormecido ao meu lado
Tua respiração ritmada,
Teu corpo quente e desprotegido
Acelera-me tanto amor e ternura
Que em meu peito, mal ficam detidos!

Já não estou mais sozinha
Tua presença me deixa segura
A madrugada não está mais vazia
Aconchego-me em teus braços, sob teu edredom
E adormeço para um novo dia.

Mônica Pamplona.
29/01/2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ETERNA SAUDADE (SONETO)


...Portanto, beija-me em constante
no vazio dessa despedida
 Em acalanto por um instante
para essa dor da tua partida

Não tardará, e só esquecimento
irá brotar - teu coração
Em sofrimento, meu lamento...
E mesmo assim, dirás um não!

Entre as brumas dessa paixão
Serás eterno em minha mente
onde estarás - qualquer canção

Sempre lembrado em meu dia a dia
inspirando paixão so-mente.
No aconchego das noites frias! 

Mônica Pamplona.
02/02/2012


NOTAS DE UM AMOR NUM PIANO DE CAUDA (SONETO)



Parecia que havia nascido naquela sala
Com suas improvisadas notas a ressoar
Tantas ancestrais celebrações em vestes de gala
Nobre entretenimento – seu som- a descortinar!

Sorvera diversos ritmos durante muitos anos
Dos mais exímios pianistas ao dedilhar
Sempre em evidência naquele canto – só o piano,
com sua bela e garbosa cauda no contracenar!

Ela só quis morrer, por intenso amor mal fadado!
Debilitada, sem alimento – disse não à vida
Despediu-se do seu último momento de pecado

Chorou o piano, por duas horas- La Cumparsita
Logo, ardeu em brasa – tuberculoso- dito a causa
Sepulcro dela- Em silêncio, o seu piano de cauda!


Mônica Pamplona.
3 1/01/2012

FLAGELO DE UM AMOR INCONDICIONAL



Choram os versos dela
Em rimas,
que vão muito além da saudade
Expressam
Tamanha dor incontida
Dor - que dilacera em crueldade!

Descrente,
desse amor incondicional
fragmentado de ilusões.
Talvez não se sentisse assim
Se não tivesse vindo
de onde veio
Tanta tristeza e desgosto
Daquele,
que um dia alimentou em seu seio!

Sua triste poesia.
Que antes exultava em vida
Triunfa agora
nos acordes desse sofrimento
Sentida,
Doída,...
Apalpando emoções

Pena que em tão alto preço,
cobram seus intensos poemas
Foi preciso,
para alcançar todo esse brilho
O flagelo entre dois corações;
...Pobre poetisa – Insensato filho!

Mônica Pamplona.
27/01/2012

MAGRINHAS OU GORDINHAS?


 Louco estereótipo da mulher bonita
Diagnosticam, as magras como escolhidas

Dando preferência a sua silhueta

Aposentando o sutiã por falta de tetas!


Regozijam as anônimas gordinhas

Magrela – de onde se faz oriunda

Tentava mostrar o que não tinha

Agora esnoba com sua merecida bunda.


Elementar que na excessiva dieta

A magra tenha que manter a forma

Não o bastante, tem que ser atleta!

Saborear de alguns quitutes... Nem morta!


A beleza das mais robustas

Também está na sua companhia

Seu homem aproveita o que degusta

Num restaurante ninguém se entedia


Expostas numa vitrine – cada qual é dama

As magrinhas pensam que triunfam

Mas quem vê silhueta não vê cama!

As gordinhas ainda usam e abusam


A beleza da mulher é separada

Cada qual possui seu verniz

Há aquela que gosta de salada,

e a outra que é feliz.



Mônica Pamplona.

27/01/2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

LEMBRE-SE... ESQUEÇA-ME



Então me esqueça!

Teu amor por mim acabou?
Mesmo que eu não mereça
Dessa tua fonte de poesia,
desse teu amor de poeta
Exalando todo dia
Das juras secretas
Nossos corpos a dispor,
de tantos sonhos sonhados
saciados de amor
Nas madrugadas acordados...
De como a mim pertenceu
...Pertencer a outro alguém
Tente se possível!
Se ninguém te ama mais do que eu.
 Lembre-se...



 Agora leia de baixo para cima.

Mônica Pamplona.
07/01/2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

DOCE NOSTALGIA (SONETO)




 Revirando antigas fotos, - passado fala
Reclama de minha ausência em recordações
  Devagarinho se rende - mas depois cala
Nesse pesar do minuto, para emoções

Desperta mera saudade - já adormecia
Sobre profundo repouso em seu nobre leito
Espreguiça-se no corpo, então esvazia,
tanta lembrança arquivada dentro do peito

Doce nostalgia revela-se do pretérito,
desses nuances momentos refletindo agora
Afaga meu coração, sem nenhum inquérito

 Revivendo saudosismo ora tão distraído
Detenho, mas minha lágrima, teima e chora
Em memória, no jaz tempo não foi esquecido.







 Mônica Pamplona.
27/12/2011

 Eu, com a boneca maior, e minha irmã Mariângela. Exibindo nossos presentes de natal.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

PÉS DESCALÇOS (soneto)

 
Sigo por entre essas pedras no meu caminho

Desviando dos empecilhos na contramão

Sentimentos machucados pelos espinhos

Das rosas que um dia brotaram aqui no chão



Meu sonhos foram desfeitos,  dando vazão

às torturas que se apossam, sem eu querer

Dessa vida que só obtive por comissão,

as noites seguidas de cada alvorecer!



Desconheço, se no fim dessa caminhada

ainda restará viver, mesmo em despedida.

Foram tantos feitos e resumidos - nada!



que eu já desisto das buscas e dos encalços.

Só lamento ter vivido por toda vida,

sangrando nas pedras pelos meus pés descalços.



Mônica Pamplona.
28/12/2011


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

UM CARINHO ESPECIAL DO GRANDE POETA JORGE MONTENEGRO



MINHA  ESTRIGE

 



Em cada sol e em cada lua alicientes,
procuro ávido os teus olhos camponeses;
esses teus negros lindos olhos que às vezes
se aventuram em me fitar tão displicentes.


Não é saudade, nem angústia que me aflige;
é a vontade de encontrar-te em minha cama,
esse fervor que a gente sente quando ama,
um prisioneiro dos encantos dessa estrige.


Enfeitiçado por teus versos sensuais,
nas minhas noites sou andejo inaudito,
buscando rimas e cesuras, tão aflito,


vou encontrando nas estrofes casuais
esse soneto que se acha circunscrito
na poesia deste bardo...e nada mais.



Jorge Montenegro



- Minha homenagem à ilustre poetisa Mônica Nunes Pamplona em seu lindo poema "Bruxo Meu".

Para melhor avaliar. Acesse o link abaixo e verá.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

BRUXO MEU (SONETO)


 
Nem todos mistérios do universo
Ousariam revelar tal magia
Face, a tanta sedução impresso
Em teus trejeitos, em demasia

Sonoras carícias a desvendar-me
Prazer – luxúria, a enfeitiçar-me
E nas lembranças,... Ficaram detidos
Lascivos toques, nunca esquecidos

Restaram efeitos colaterais
Erotismo de tua bruxaria
O meu corpo quer tuas digitais

E novamente, sentir teu prazer
_Meu Bruxo, a tua feitiçaria
Só não permite eu te esquecer.




Mônica Pamplona.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

MAL_DITO (POEMAGEM)



UM TOQUE DE MAQUIAGEM (SÉRIE MULHER / part. VII)


 
O tom da arte,

em face

Reluz, - Humana tela

Com seu pincel,

/um dispositivo/

A brincar no rosto dela



Destaque na base que realça

No apurado transe daquela

Com suave suspiro de carmim


 Onde no olhar,
cintila a sombra de uma aquarela

Na colorida tez – cetim



Sagrada moldura espelhada

  Reflete ela em miragem

Rubrica em traços femininos

Num toque,

retoque, de maquiagem.




Mônica Pamplona.
23/11/2011