segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SOBRE DROGA

Feito bicho peçonhento
Sem alarde,sem ruído.
Elegendo mentes fracas.
Apossando-se de todo ser.
Destrói tudo por onde passa.
Deixando grandes sequelas a reverter.

Fel de lágrimas derramadas.
Por pais sofredores.
Famílias desestruturadas.
Prisioneiras desse terror!

Veneno,droga,...
Seja lá que nome for.
Feito pão,
Está em qualquer lugar.
Aliciando nossos jovens.
A um vício em desatino.

Ganância fedendo a estrume.
Investimento à desgraça de vidas.
Em troca do fio metal.
E de um poder destruidor.

Não escolhe suas vítimas.
Desidrata a sociedade.
Utilizando de forma vil.
Sua fúria exterminadora.
De mentes e caráter.

Inebriante poder avassalador.
Entorpece e amputa destinos.
Brilhos enfeitando cérebros.
Putrefando a matéria em vida.
E gerando espantalhos de almas.

Dor que nenhum poeta
Suaviza em seus versos.
Que nenhuma canção prestigia.


É a tristeza que a droga causa
No seio de uma família.

domingo, 12 de setembro de 2010

MEUS AMORES


Dos inúmeros amores de minha aquisição.
Muitas emoções arrecadei nessa vida.
De alguns ficaram grandes recordações.
Outros,nem lembro sua vinda ou partida.

Amores calientes,apaixonados,
Divertidos,sérios,sofredores,...
Até alguns grandes amantes emprestados!
Ah,estes...causadores de grandes dores.

Entreguei-me e perdi minha inocência.
Despi-me de velhos tabus e incoerência.
Antiga sociedade preconceituosa.

Não desenvolvida,eterna adolescente.
Expremida em grilhões de idéias duvidosas
Onde amar é somente uma vez. - Mente!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

DESENGANOS

Foram tantos,...tantos os erros cometidos
Enganos que nos tornaram subtraídos
A dois seres renegados pelo amor
Distância,indiferença,...é agora seu sucessor.

Sangria de uma paixão esquecida
Em nossas eternas noites de entrega
Nem um instante sem nossa companhia
Na plenitude de uma felicidade sem regra.

Estupidez de corações mal acostumados
Não sabendo equilibrar a vida a dois
Feito retrato,em preto e branco,amassado.

Sumindo com o tempo sua nitidez
Da memória contada,só pra depois
Triste história, /tamanha insensatez/.

sábado, 4 de setembro de 2010

OS LUGARES POR ONDE ANDEI


Cavalguei por um determinado período
A enfrentar trevas,... Escuridão
Desbravando minhas necessidades
Com os sentimentos em ebulição.

Por migalhas de esperanças.
Açoitei meu alazão.
Tentando enfrentar minha insegurança.

Penetrei em redemoinhos
Me atirando ao mesmo lugar
Vez ou outra, percorri o mesmo caminho

Que me levavam,... Sabe-se lá!
Cavalgando sem destino
Sem algum motivo para atrelar

Por entre as nuvens viajei
Atrasei no tempo meu relógio.
Adiando o meu presente, que deletei.

Diluindo amor como liderança.
Qual tempestade de verão,
Que vem com fúria e depois amansa.

Quase abracei a derrota
Procurando achar uma saída.
Felizmente, encontrei a volta.

Libertei as feras que me pertenciam
E as deixei em meu lugar
Destruíram as maldições que me perseguiam.

O que me incentivou a convictar
Já retornando com a certeza.
De que aqui é o meu lugar.

Mônica Pamplona.